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1970/2010 |
OBRAS E CONCEITOS |
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O DIÁRIO 18 agosto 1970
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ENTREVISTA | A COMUNICAÇÃO É UM GRILO Brasil: ame-o ou deixe-o? Deixe-o amando-o Aos 19 anos de idade Atílio Gomes é um jovem que afirma não temer nada, “só me importa Deus e suas vibrações”, e para quem a família está morta há muito tempo. Fez o curso de Artes Gráficas do IV Festival de Inverno de Ouro Preto e vai participar do IV Salão Nacional Universitário de Artes Plásticas de Belo Horizonte. E mais: “vou fazer um filme com Arlindo Castro e, talvez, ambientação para algumas peças”. Atílio, o que é mais importante para você: a côr ou a mensagem? - A mensagem Onde termina a arte e começa a comunicação? - A arte não termina e a comunicação é um grilo. Por que na sua escola (a de Belas Artes) há mais mulheres do que homens? - Eu não sei. Picasso ou Dali? - Nenhum dos dois. Marcel Duchamp, Chagal, Warhol, Yoko Ono, etc... Quem, na sua opinião, está mais fora do contexto atual? - A televisão. E mais por dentro? - Underground do Maciel. A família, Atílio, ainda uma instituição estável? - A família se suicidou antes da bossa nova. E as novelas? - Censurado Você teme alguém ou alguma coisa? - Não. A religião está “mais pra lá do que pra cá”? - Só me importa Deus e suas vibrações. A sociedade, Atílio, tudo hipocrisia? - A sociedade é linda... É quem mais consome. “Quem tudo quer, nada tem?” - Primeiro a sentença, depois a evidencia. O que você quer agora? - Bater um papo com Frank Zappa ou Oiticica. E o que você odiaria, no momento? - As pessoas tirando retrato 3 x 4. imprimir | |