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1970/2010 |
OBRAS E CONCEITOS |
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JORNAL DE BRASÍLIA 20 agosto 2003
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MULTIMÍDIA | ‘Bíblia’ capixaba chega a Brasília Chico Neto Uma Bíblia capixaba? Pelo conceito etimológico equivalente a coleção de livros, a publicação que o artista multimídia Nenna lança hoje, às 19, no Carpe Diem, merece, redondinho, o nome com que se apresenta: Bíblia. Um dos nomes mais fortes na representação da vanguarda capixaba das artes plásticas dos anos 70, Nenna traz ao público, com a Bíblia, uma síntese da obra que construiu fora do eixo Rio-São Paulo – o que por si só, já representa um triunfo diante do panorama ainda centralizado em que a cultura brasileira volta e meia se acha inserida. Nenna é apresentado pelo jornalista Rubinho Gomes, editor de Opinião de A Gazeta, de Viória, como “o mais inventivo e inovador artista plástico capixaba das últimas três décadas.” Também é de Rubinho a recomendação Bíblica como “uma obra fundamental para as novas gerações conhecerem um pouco do muito que se fez no chamado underground” do Espírito Santo. À Bíblia, pois. Em nível de material ilustrativo, a publicação de Nenna se mostra densa, incluindo trabalhos premiados no cenário nacional e o relato de uma parceria rara do artista multimídia com Franz Krajcberg, reverenciado no mundo como um dos mais ativos batalhadores da causa ecológica – e na denúncia das queimadas irregulares em solo brasileiro. Krajcberg, polonês radicado no Brasil, durante muitos anos teve em Nenna um fiel escudeiro. A história dessa parceria é relatada em detalhes na Bíblia, projeto da publicitária Juranda Alegro e Gomes, filha de Nenna. “Quero começar o lançamento nacional da Bíblia por Brasília, cidade à qual sou ligado desde sua fundação”, conta o artista. “Tenho certeza que este trabalho é de interesse geral”. Não perde quem for conferir de perto. imprimir | |