VENTO SUL 2010

OBRAS E CONCEITOS | |






Fragmentos que insistem em permanecer, sempre ressurgindo em algum vestígio cotidiano, por persistência no caos do tempo.










repercussão: JORNAL A GAZETA




VENTO SUL
Nenna

Impressões digitais

Agrupadas na série VENTO SUL estão 26 imagens originais, impressas em três formatos diferentes, sendo o maior 100cm x 85cm. Registram viagens, exposições, retratos, desenhos, idéias e conceitos.

A denominação de ‘impressões digitais’ ao que poderia ser chamado de ‘gravuras, é apenas uma escolha conceitual do autor, com base nas etimologias das palavras e seus duplos – ou amplos... - sentidos.

Foram realizadas dentro de padrões museológicos atuais, com uma combinação de papel e pigmentos que permite sua conservação por até duzentos anos sem deterioração perceptível, desde que conservados em condições adequadas.

Especificações técnicas:

Papel: Photo Rag Bright White, na gramatura 310 g/m2, livre de ácidos, produzido com 100 % algodão branco, pela tradicional fábrica alemã Hahnemühle, criada em 1584.
Tinta: Epson Ultrachrome K3 Vivid Magenta.
Impressor: Miguel Pacheco Chaves / RCS-Fine Arts Print, SP

Antecedentes

A prática da gravura na obra de Nenna se resume a dois momentos. Na mostra “Triste Trópico”, em Vitória 1975:

[ http://nennahistoriasdaarte.blogspot.com/2010/01/triste-tropico.html ]

E na série “Tropicasso” de 1978, que foi censurada numa mostra em Belém do Pará:

[ http://nenna.com/documenta/midia/790500oglobo/materia.html ]

[ http://nennahistoriasdaarte.blogspot.com/2010/01/tropicasso-e-censura.html ]

Os dois trabalhos estão entre os pioneiros na utilização da técnica de “off-set” [o mesmo princípio da litografia], que no ambiente da arte daquela época era visto com desconfiança, pois eliminava o caráter artesanal das outras formas de impressão.

No mesmo evento acontece o lançamento em DVD – com legendas em inglês, francês e espanhol - do documentário “A Pedra que o Estilingue Lança” dirigido por Ana Murta e ainda o lançamento do primeiro número da publicação digital “N”, de periodicidade semestral. Ambos dedicados ao universo do artista, que completa 40 anos de produção e é precursor das práticas contemporâneas na arte capixaba.

Catálogo N

O catálogo N foi criado para abordar de forma diferenciada o universo de produção do artista. É uma publicação semestral, em arquivo PDF para leitura em computadores, mas compatível com a maioria dos leitores de e-books. Impressões em papel apenas por demanda.

Em sua primeira edição reúne textos de Almerinda da Silva Lopes, Maria Helena Lindemberg e Nenna; além de fotografias de Jorge Sagrilo e vídeo imagens de Úrsula Dart. Vai ser disponibilizada para download gratuito no site do artista.

A Pedra

O documentário ‘A Pedra que o Estilingue Lança’, da diretora Ana Murta, ganha versão em DVD. Além de ser um registro sobre o primeiro trabalho de Nenna, que marca o início das praticas contemporâneas na produção realizada na região capixaba, o trabalho faz um ensaio sobre os significados da arte. Foi selecionado para diversos festivais locais e nacionais [recebeu o prêmio de melhor trilha original no 33º Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão] e agora, com legendas em diferentes idiomas, inicia percurso em mostras internacionais.

Outras Histórias

1. O título da mostra remete à cronista Carmélia Maria de Souza e ao simbolismo de reflexão e recolhimento doméstico, quando da chegada do Vento Sul na ilha de Vitória. Foi título também de seu único livro póstumo. A escritora e boêmia, que considerava Nenna “um barato total”, como afirmou para O Diário em 1972, também teve um poema registrado em vídeo com interpretação de Luiz Tadeu Teixeira, na mostra individual de Nenna, Taru, na Galeria Homero Massena, em 1979. Por coincidência, mostra em que o artista usou pela primeira vez imagens Polaroids.

[ http://nennahistoriasdaarte.blogspot.com/2010/01/tempo-taru.html ]

Dedicado a Barra do Jucu

Créditos

Curadoria: Magali Claudine Rencien e Nenna Molduras: Tuca Sarmento

Serviço:

VENTO SUL – impressões digitais

Período: 31 julho / 03 de agosto 2010 Horário: 16 às 20h projeção do documentário: dia 31 – 19h

Spazio Cacciari – Barra do Jucu – Brasil Rua Ana Penha Barcelos, 145 – Tel: 3244 7371